Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017

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... E de repente, de repente, tão de repente, tu tens 18 anos e ganhas um carro e, logo a seguir, já tens carta de condução. E eu de boca aberta, sem acreditar. Como é possível? És a minha bebê! Foi ontem, foi ontem, meu amor querido. Foi ontem que me pedias a tua tê. "Vovó, a minha tê" ... E eu dilacerada ... Sem ta poder dar. Porque avó não educa, avó mima. Como dar-te a tê? como ir contra a tua mãe? como não te dar a tê? Como é fácil ser mãe e como é difícil ser avó. Dormes comigo, vovó? Claro que sim, Bé'zinha. Sem te dizer que o que mais queria na vida era enrolar-me contigo, na cama. Sentir o teu corpinho de criança e, antes, de bebê. "Strangers in the night, e era a tia Eva u" ...e o "u" a servir de tudo, ora a música alta, ora qualquer outra coisa que precisava... só vocês, queridas filhas, entendem esta música. E ela, tu, nos meus braços, eu cantando, tu com a tê (ainda te era permitida), os olhinhos verdes a quererem fechar mas tu a resistires... Vovó, contas a história ? E eu: era uma vez, uma menina de olhos verdes, linda como o sol que gostava de dormir com a vovó....e a vovó a adormecer e a esquecer a história. .. E depois tu: "conta vovó" e eu morta de sono... A abreviar tudo na pressa de dormir e tu a emendares..."não ! Não é assim". abraçava-te, minha pequenina. A tê, tua melhor amiga, a descansar no canto da boca e eu derretida de tanto amor que não cabia mais em mim. A fechar os olhos, também, para abri-los, hoje, e ver-te de carro e carta...

publicado por Gabriela às 12:43
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Caracas - Venezuela

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publicado por Gabriela às 12:34
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Terça-feira, 28 de Junho de 2016

Amsterdan

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publicado por Gabriela às 14:23
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Canal do Panamá ...

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publicado por Gabriela às 14:09
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La Paz - Bolívia

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publicado por Gabriela às 13:45
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Bogotá ...

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publicado por Gabriela às 13:40
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Quinta-feira, 13 de Março de 2014

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..meu querido blog quase secreto..meu amigo
consegui escaravatar a lama para aqui vir mas, sabes, as minhas unhas estão repletas de terra húmida em contraste com o verniz cor de sangue. contraste? o meu corpo não tem força, a minha mente está dormente, tipo massa encefálica amassada...de vez em quando, e na luta para me conseguir reter, vêm laivos..cada vez em menor número, cada vez em menor tempo..começo a não querer saber, começo a esquecer-me de mim e a deixar de me importar, começo a deixar-me desistir, a reter-me cada vez menos..há sempre uma porta, entreaberta, que sempre me seduziu e que sempre esperou por mim...um dia destes, reuno todas as forças e transponho-a
publicado por Gabriela às 17:16
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Sexta-feira, 6 de Dezembro de 2013

RIP

... Nelson Rolihlahla Mandela - (1918 - 2013)


http://archives.nelsonmandela.org/home
publicado por Gabriela às 15:55
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Segunda-feira, 19 de Agosto de 2013

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... The End ...

publicado por Gabriela às 04:35
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Sábado, 29 de Junho de 2013

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... Vou só ali conversar com os Incas e ... volto logo !





publicado por Gabriela às 14:51
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Quinta-feira, 27 de Junho de 2013

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Roteiro finalmente concluído:

Lima, centro, Santuário de Pachacamac, complexo São Francisco, Gamarra, Museus (Larco Herrero, Ouro, Antropolgia e Arqueologia)...

Cuzco - centro e ruínas de Tambonachay, PukaLukak, Quenko, Sacsayhuaman, Vale Sagrado, mercado de Chinchero, ruínas de Ollantaytambo, mercado de Pisac

Águas Calientes
Machu Pichu

Puno
Lago Titicaca e ilhas
publicado por Gabriela às 15:12
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Quarta-feira, 26 de Junho de 2013

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... Este céu, que tenho por cima da minha cabeça, não tem estrelas ...
publicado por Gabriela às 18:20
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Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

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Vou à cidade maravilhosa mas...volto logo
publicado por Gabriela às 18:41
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Domingo, 28 de Abril de 2013

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... Não foi difícil de fazer acontecer ...

publicado por Gabriela às 02:32
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Terça-feira, 23 de Abril de 2013

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publicado por Gabriela às 21:01
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Domingo, 21 de Abril de 2013

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não esquecer ..

 

receber, ler, responder, eliminar/deletar/fazer desaparecer/apagar/suprimir/cortar/anular/depurar/dilapidar/esponjar/expungir/experminar/liquidar/purgar/sumir/riscar/tirar...

publicado por Gabriela às 19:55
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Quinta-feira, 11 de Abril de 2013

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Sabe como vou para a Atlântida?  Perguntou-me você, num fim de tarde morno...

Não sei o caminho mas vivo lá em noites de lua cheia...quis responder mas as palavras ficaram-me presas na garganta. São só compassos de espera entre vontades, entre impulsos, porque não, não passa disso, é melhor mesmo ficar preso na garganta, entre espasmos, ranhos e escarros, promessas de vontades, de quereres, promessas vãs e ocas e vazias, frases soltas que as levam o vento do décimo primeiro andar, selva de cimento, sem sol, sem luz, sem os finais de tardes mornos e os amanheceres fortes de sol quente e eu a abraçar o dia, o sol, o calor, e a esvair-me aqui numa cadeira branca de plástico, os olhos num horizonte pardo, a e as promessa-promessas a martelarem-me, eu a tentar sossegar, elas foram algumas, contarei pelos dedos? não me dou ao trabalho, nenhuma valeu, perdeu, perdeu, perdeu, a vertigem do salto, a laje clara e pedaços de verde, não aquele que encontras nas matas da Atlântida e onde encontras também no véu de noiva de bicas longínquas. Deixa-me gritar-te também e que os meus gritos gritem mais alto que os teus, que te firam os tímpanos e te cortem palavras, as vãs, as vazias e ocas que para nada servem, as promessas de vontades e quereres e a Nana Caymmi que, entretanto, te sussurra: não se esqueça de mim e os re's, as definições, compose e composes, compõe no re uma promessa que seja cumprida, perdeu, perdeu, perdeu, disse o menino de 38 encostada à cabeça, levanto as mãos, palmas para cima, não as que te bato no final do show, as minhas, com riscos de vida, amor e saúde, rendo-me, perdi, perdi, perdi, uma e outra vez, e tantas e sempre ou quase sempre, e vão 3 pombinhas a voar, uma é minha, outra não é tua, outra fugiu, não é de quem a apanhar, cruza o céu cinzento, onde o sol não tem lugar e vai rumo aos amanheceres fortes de sol quente, com rota previamente definida por mim, finta os helicópteros e nem penses que pousas nos verdes do véu de noiva de bicas longínquas, mais um gole e outro e outro, o líquido quente que me queima as goelas e a lage clara a acenar-me, vem, não vou, ainda, espasmos e vertigens e os arrepios quando te descolo de mim, o coração que se aquieta quando te sinto o calor, dá-me a mão uma vez e outra e mais e muitas, dá-me a mão, perdeu, perdeu, perdeu, eu sei, perdi, rendi-me, não foi? Não quero mais a Seara, não Ceara, não quero os monstros brancos com quatro pás enormes do sertão, em tempos lutaste contra elas com a tua lança de Quixote, montado no teu cavalo, eras, és, Quixote, a história era outra, contava-ta sempre que encontrávamos os monstros brancos, não é esta que agora me dilacera, nesta história o the end é perdeu, perdeu, perdeu, afinal a vida quis assim, foi Oswaldo Montenegro que o disse e se puder sem medo, di-lo, que o quero ouvir é apenas a verdade para que se acabe de vez o dó de te ver a derreter, qual máscara de cera e, definitivamente, não escrevo em maiúsculas porque não me apetece, não tenho mais vontade de te moldar em cera, são muitas vezes a derreter, vezes e vezes sem conta, sem um, dois, três, sem prova dos nove, perdi, perdi, perdi, e sim, não sei o caminho mas vivo na Atlântida nas noites de lua cheia. Traz até mim o cadeirão preto do sonho, aquele onde outrora me aconcheguei e onde me quero deitar, não em posição fetal que essa nem nunca contou, mas em posição reta e firme, de mãos postas, afinal, o que conta é quem é devota de são Cristovão, padroeiros das bicas longínquas e da virgem Maria, Âmen, bendita sois vós entre as mulheres e bendito o fruto de quem me entra no ventre, agora e na hora da nossa morte, a boca é contorcida, o sorriso é feio mas sempre melhor que um olho vesgo e uma cara deformada. Seco-me por dentro, dilacerada, as palavras ficam-me presas na garganta mas o choro sai em prantos, lágrimas que não me importam, dores que não são minhas, não quero saber nem me importo com isso, que se aguente à bronca, afinal, essa merda toda para quê e porquê, são só momentos ou, O momento, de entre os momentos, saberás acaso o quanto custam horas e horas nos epistemes, a voz fica rouca e é a saliva da mãe de deus que me serena, me recompõe, sai daqui, vai dormir, tenho urgência em ficar só, perdido em ti, sem ti, é só um canto inferior direito coberto de letrinhas que formam palavras, palavras que formam noites e encontros e abraços e quietudes de saudades, bateu sim, bateu uma saudade, logo hoje que até choveu, não se esqueça de mim, disse Nana, e tu no re, a promessa levou-a o vento, chega-me lá a merda do cadeirão preto do sonho, perdeu, perdeu, perdeu, disse o menino de 38 encostada à cabeça, perdi sim, rendi-me há anos e nem isso adiantou, troquei o voo e aterrei em salvador, não o da pátria, o outro, o que fica a beira mar plantado, não sem antes to ter dito e pedido a tua anuência e por entre palestras vou levitando, faltou-me o r, trouxe de lá algo esquecido e que andou comigo por meses até to poder devolver, logo no início do ano quando voei até ti em um pássaro de aço, nunca lhe toquei apenas o vi, negro e grande, devia ter tocado e revirado e atirado contra a parede, afinal foi assim que destruíste dois e eu perdi, perdi, perdi, quero lá saber das pedagogias, não das pedagogas que essas são as mães do senhor, as pedagogias das autonomias porque para a dos oprimidos bastam os cras lá das bicas longínquas onde a psico é prefixo e lá vou eu em rota de colisão às pedagogias, é tarde para mim, o meu caminho foi outro, enveredei por outras escolhas que não a da palmatória, perdi, perdi, perdi, dá-me a mão, encosta o teu corpo ao meu, deixa-me sentir o teu cheiro, ainda hoje me mergulhei nele na tshirt amarfanhada aos pés da cama, afasta o menino de 38 encostada à cabeça, não me fales palavras vãs, ocas e vazias, fala-me a linguagem do amor, aninha-me nos teus braços enquanto me deitas no cadeirão preto do sonho e me dizes baixinho: perdeste...

publicado por Gabriela às 23:30
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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012

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... Natal e passagem do ano em valparaiso, Cordilheira dos Andes, Chena Fuera Pukava e os restos dos Incas, Les Moles, Vina del Mar, Neruda e Neruda e sempre Neruda, os cerros, e muito..muito Pisco Sour ...

 

publicado por Gabriela às 18:42
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Domingo, 15 de Julho de 2012

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vou dançar um tango a Buenos Aires mas ... volto logo !

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publicado por Gabriela às 21:32
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Sábado, 26 de Maio de 2012

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... tenho-me esquecido ...

publicado por Gabriela às 13:40
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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011

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Vou só ali ao Uruguay e ... volto logo.

publicado por Gabriela às 23:31
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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011

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Carta do Cacique Mutua a todos os povos da Terra:

O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos.

O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora.

Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o nome do nosso rio sagrado.

Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo.

Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo.

Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio.

O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá.

Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.

Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes.

Se o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento.

Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue.

Hoje pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.

Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós.

Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo.

É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo.

Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.

O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada.

Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar.

Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta.

O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu.

Com um grito agudo perguntou:

Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu?

Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens.

O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue e seu cheiro será o da morte.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia.

A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores.

Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo.

Quem arrancou a pele da nossa mãe? gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor.

As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra.

Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo clamou O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam.

Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens. Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu estava lá, e vi tudo acontecer.

Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido.

O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo.

O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.

Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto!

Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer.

Rio Xingu! Vamos nos fortalecer!

Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer.

Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver.

Cacique Mutua

 


 

publicado por Gabriela às 07:16
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Belo Monte e a tragédia ambiental e humana...os grandes interesses económicos acima de tudo...milhões e milhões vão ser gastos na construção de uma usina hidrelétrica, no rio Xingu, estado do Pará, fronteira com o estado da Amazónia ... há tribos índias a quem vão ser retirados terrenos-reservas, vão ser desalojados das terras dos antepassados..só quem priva de perto com índios, sabe o que isso representa para eles...tribos já tão massacradas e tão dizimadas ... há "sítios" (aldeias) que vão ser destruídas e os moradores alojados em outras zonas ... ninguém entende uma obra desta envergadura num rio que, segundo os habitantes e os índios, tem grandes vazamentos e secas no verão.

 

Rio Xingú:

 

 

Na confusão entre progresso e desenvolvimento ...... destruímos a Terra ....

publicado por Gabriela às 07:12
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Piauí, Rondônia, Pará, Amazónia sofrem desmatamento permanente de largas centenas de hectares por dia...ativistas ambientais são assassinados ainda em emboscadas, no meio da selava onde moram...já vi muitos a chorarem as árvores centenárias, como a castanha do Pará, mortas a serra elétrica...vi uma castanha do Pará cuja largura era o equivalente a 8 homens com os braços bem esticados a rodeá-la...2 meses mais tarde restava um coto, largo, enorme e ferido...ferido de morte...os principais ativistas que viviam na e da selva, em barracas pobres, denunciaram estas e muitas outras situações em palestras, congressos e reportagens da televisão... eram permanentemente ameaçados de morte pelos madeireiros...e foram mortos a tiro...todos eles...

 

castanha do Pará..ainda bebé:

 

 

 

 

 

publicado por Gabriela às 06:37
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Quinta-feira, 28 de Julho de 2011

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Tenho que construir um bólide amarelo.

As peças são estranhas. Até têm um cavalo de baloiço … será a suspensão?

Gosto daquela mecânica das oficinas dos carros velhos que insistem em serem consertados (ide, ide para a sucata…mas não…teimam em andar aos soluços ou, não andar). Gosto do carrinho que desliza para debaixo dos carros (as rodas serão feitas de rolamentos iguais aos que nós fazíamos quando éramos putos?)

Também gosto dos fatos macacos azuis cheios de nódoas pretas (sempre quis ser mecânica de oficinas de carros velhos e ser motorista de pesados…não sou nem uma coisa nem outra, daí veio o descambo), adoro, mas adoro mesmo, o esparadrapo (eheheh), a viscosidade do óleo dos motores (ahhh…que prazer enorme abrir o capôt, desencaixar o ferrinho enorme, metê-lo (soa mal) até ao fundo (voltou a soar mal), tirar, (auchhh…soa tudo bué da mal) olhar com ar de entendida, abanar a cabeça…”não precisa de ser mudado, está ainda com boa cor e o nível normal”) não gosto das unhas pretas nem do cabelo oleoso e, para ser franca, também não gosto dos calendários das oficinas dos carros velhos, aqueles com mulheres nuas, em várias posições, em carros novos e brilhantes… mas gosto, à brava, de Pin-Ups .

 

Mas … dizia eu … tenho que construir um bólide amarelo descapotável e encaixar as peças estranhas, em locais certos, mas também estranhos.

Só depois disso poderemos colocar um lenço na cabeça, ao velho estilo de Holliwood (gosto) e fingirmos que somos alguém….ou poderemos brincar de Bonny and Clide, ou de Thelma e Louise.

Posso ser a Susan? Ficas melhor de Geena.

 

Depois é fácil…voamos pelo penhasco … à velocidade do bólide amarelo. E temos que brincar muito depressa, mesmo muito depressa…os super estão ready e não tenho mais whispers.

 

Whispers to me?

Juro-te que, antes de te tocar, limpo as mãos ao esparadrapo.

 

publicado por Gabriela às 07:51
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...

... porquê as de pão francês e não de pão de alho?

 e as de macarrão com queijo? faz algum sentido?

e depois são feias, com molho a escorrer ...

 

blaghhhh .....

publicado por Gabriela às 07:16
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Terça-feira, 26 de Julho de 2011

...

Nem eu entendo..quanto mais tu

Mas é nos mergulhos dos regadores que me encontro quando te deposito em grupinhos de 6, todos alinhados, em fila, ordenados, a distância que os separa é a mesma, a olho, só um, mas é a mesma, alerta e em sentido e vai de 1 e 2 e 3 e 4 e 5 e 6 e 7 e 8, 8 vezes em que a água te encharca, regalame com tu semilla, que …pufff… é uma 4 july? Uma holly oak? Cocoa maybe? Sartre? (não vale a pena procurares a Simone…se fué hasta un ratito)

E não penses que me encontras na inglesa. A opção está cerrada, quando muito, espreita no farol ou no pagode…não estou aí, mas também não importa…é que o airship perdeu-se por entre as orchards construídas por um exército não de laboriosas formigas mas de serventes de pedreiros. Nunca entendo porque não vem também os sacos de cimentos e a água. Gosto do barulho metálico da pá a misturar o pó e a água. A mistura já pronta, uma massa compacta e a dança da pá continua. Enche, vaza, enche, vaza. Alguém saberá quantas vezes são necessárias, se é uma espécie de ritual, se é só porque, tal como eu, gostam do barulho metálico da pá?

Gostava do ginkco. A cor do Outono e as silver map (em 3 cores…numa só tenho em 2 cores). Mas as tabuletas existem para provar, nem é preciso fazer a prova dos nove, falho-a sempre, onde falhei eu?, pergunto-me tantas vezes, e não, não chego lá, as gravuras de Monet, duas, não uma, duas, uma para mim, outra para ti, não outra para quem apanhar, ela apertada entre livros, ao lado das brancas bolinhas minúsculas, mini flashes de prazeres embutidas em blisters de folha de alumínio, prata, devia ser ouro, diamantes, mas prata apenas, para grande gáudio meu, toma, toma, toma, na mesma proporção que o teu olhar inocente, tão puro, espelho do mar e do céu, me engana, me trai, me tenta (?), e a bonança que antevê a tempestade, não dessas com que a natureza gosta de me brindar, mas aquelas que me estilhaçam, despedaçam, eu encolhida a suar, num canto do farol, o círculo de luz que não pára, não pode parar, semillas e semillas alinhadas, em fila, ordenadas, a distância que as separa é a mesma, a olho, só um, mas é a mesma, alerta e em sentido e vai de 1 e 2 e 3 e 4 e 5 e 6 e 7 e 8,

 

e …pufff…surprise !!!!

 

regalame com una que no exista para que las raíces no sequen e 1 e 2 e 3 e 4 e 5 e 6 e 7 e 8 e nada, nothing, rien, niente, nichts, niets, ezer, no

surprise, hora do smille triste…

 

deixas-me colocar o boneco a vomitar verde, deixas?

Back to black?

Back?

U allways be there

Whom?

U ana..u ana eu …

publicado por Gabriela às 03:25
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Domingo, 24 de Julho de 2011

R.I.P.

... Club 27 ...
publicado por Gabriela às 01:03
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Sábado, 16 de Julho de 2011

...

... Te extraño …

 

Larguei o meu uivo à lua

Creio que não deste por ele

O eco perdeu-se numa das crateras

 

... RO HAYHU ...

publicado por Gabriela às 20:39
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...

 

Jéusiyax Lezcano

 

 

... Tribo Maka ...

 

só restam 2.000 ... foram todos dizimados ...

vivem da caça... (comem tudo o que mexe) e do artesanato que vendem pelas ruas de Asunción....vivem a 2h da capital...a reserva que lhes foi atribuída é árida e seca, não há como plantar, não têm electricidade, a água é da chuva guardada numa cisterna e repartem entre si tudo o que têm ... apesar de tudo, conservam, ainda, um ar sereno, doce e feliz ...

publicado por Gabriela às 20:30
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