Sexta-feira, 30 de Março de 2007

SEM COMENTÁRIOS...

A Procuradoria-Geral da República (PGR) analisou ontem o polémico cartaz afixado no Marquês de Pombal, em Lisboa, pelo Partido Nacional Renovador(PNR), onde se lê: ‘basta de imigração. Nacionalismo é Solução. Façam Boa Viagem’ e concluiu que a “mensagem por si só não preenche os elementos típicos de ilícito criminal. Assim, o outdoor não pode ser removido.

publicado por Gabriela às 13:34
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Maçadas e Massadas, Lda.

 

Gosto da palavra maçada.

Gosto quando oiço “Que maçada”.

Também gosto de massada,

principalmente, massada de peixe.

E gosto de me sentir amassada…

de beijos, carícias, apertões, abraços…

Amassada com o teu peso,

amassada de lado, de costas, de frente, sentada, em pé…

sentir a boca amassada de encontro à tua.

Não gosto de estar amassada nos transportes públicos!

Nem de me sentir maçada!!!

 

publicado por Gabriela às 12:39
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Segunda-feira, 26 de Março de 2007

MERCADO DA RIBEIRA

Fui ao Mercado da Ribeira, na Sexta-feira, quando saí do trabalho.

Adorei o espaço (não conhecia) e comprei livros...muitos livros.

publicado por Gabriela às 12:04
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Quarta-feira, 21 de Março de 2007

BENVINDA PRIMAVERA!!!

FOTOGRAFIA DE FRANCISCO FADISTA (Olhares.com)

publicado por Gabriela às 16:08
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Terça-feira, 20 de Março de 2007

FEIRA DO LIVRO

publicado por Gabriela às 13:12
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Quinta-feira, 15 de Março de 2007

NOVA REMESSA DE LIVROS...

"A noite abre os meus olhos"

José Tolentino Mendonça

"Sexo e Amor"

Francesco Alberoni

"Ao contrário das ondas"

Urbano Tavares Rodrigues

publicado por Gabriela às 12:15
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RUPTURA

Fechei-te a porta naquele dia.

O sol entrava pelas janelas, mas a neblina era bem mais poderosa.

Estavam cavalos a pastar no campo, coberto de papoilas, em frente à janela e um coelho a esturgir num tacho ao lume, e eu fechei-te a porta.

A mesa quase posta, o estrondo da porta, o sol a desaparecer por entre a neblina, o som de um cavalo a relinchar, em trote, a esmagar as papoilas.

E eu a pensar: “morreram…as papoilas morreram”

As borboletas azuis e amarelas a esvoaçarem, a relva fresca da neblina, o sol no alcatrão a queimar-me os pés.

E o estrondo da porta.

O som dos teus passos.

E o coelho na caçarola a pegar-se ao fundo. A cabeça com órbitas saídas a olhar-me fixamente.

E eu a pensar nas papoilas mortas sob os cascos do cavalo, e no estrondo da porta, e no som dos teus passos a desaparecerem, e no cheiro do coelho queimado e na mesa posta e eu, de um lado para o outro, com o peito rasgado, de órbitas saídas, a árvore só ramos secos no vaso, a pensar no arroz do acompanhamento, mas estática, com medo da cabeça de órbitas saídas, e tu…tu já longe, as papoilas mortas, o meu peito rasgado, eu frenética, epiléptica, eléctrica, desorbitada….

E tu, e tu, e tu

E o estrondo da porta

E o eco dos teus passos

E tu já tão longe

E eu de peito rasgado, rodeada de papoilas mortas, a tentar apanhar uma borboleta azul e amarela.

publicado por Gabriela às 08:32
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Sexta-feira, 9 de Março de 2007

QUERO-TE

Quero-te…

Quero o teu olhar

Para sempre preso nos meus.

Quero o teu sorriso

O teu riso

A tua voz a acariciar-me por dentro.

Quero navegar em ti

Contigo quero ir

Quero-te tanto…

publicado por Gabriela às 17:29
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Quinta-feira, 8 de Março de 2007

O DIA DA MULHER

As reivindicações de operárias de uma fábrica de têxteis em Nova Iorque, em 1857, originaram a comemoração do Dia da Mulher em todo o mundo.
Revoltadas com condições de trabalho bastante precárias, as trabalhadoras fizeram greve e manifestaram-se contra os salários baixos, o excesso de horas de trabalho, e contra as más condições da fábrica.
Durante a greve deu-se um incêndio que causou a morte a cerca de 130 manifestantes.

publicado por Gabriela às 11:30
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Terça-feira, 6 de Março de 2007

IN MEMORIAM

Foi o único homem que eu conheci, que chorou de alegria quando a filha nasceu.

Era uma homem possante, alto, forte, com entradas e uma voz aterradora. A voz dele assustava-me, quando me chamava. Ecoava pela casa, saía pela porta do quintal e apanhava-me em cheio, no meio das asneiras constantes que eu fazia.

Levava-me à escola num minimog aberto e eu adorava ir, agarrada aos ferros e aos saltos no jipe.

Quantas vezes, ao fim do dia, ou aos fins de semana, me dizia de repente: "anda". E, íamos...ao Baleizão. Comprava gelados de cone, de baunilha, enrolava-os em guardanapos e lambíamos os gelados empoleirados no carro. Nunca me deixava comer o cone até ao fim, embora eu, adorasse essa parte do gelado. Dizia que era uma porcaria, porque muitas mãos sujas já teriam pegado nele.

Desmaiou quando me suturaram a testa. Ameaçou quando me engessaram o braço, "se não ficar tudo bem, venho cá e, eu mesmo, lhe parto um braço..."

Ensinou-me a nadar com uma mão espalmada na minha barriga. Era uma mão enorme e eu de bruços a bater os pés, sentia-me segura.

Dava-me segurança...sempre me deu segurança. Alimentava o meu espírito de aventura e dizia que eu era forte, valente e corajosa.

Mais tarde quando eu era uma menina-mulher, ensinei-lhe a escrever com a mão esquerda. Grafismos em papel quadriculado que, ainda hoje, guardo. E fazia-lhe bolas de plasticina para ele exercitar a mão direita. Nessa altura, era eu que assinava por ele documentos importantes, até ele conseguir assinar com a mão esquerda. Os dois sentados à mesa, eu a treinar a assinatura e ele, a amassar a plasticina.

Ofereci-lhe uma bengala para o ajudar a andar, mas ele orgulhoso não usou. Arrastava a perna direita, altivo e sempre possante.

Nunca se sentiu vencido. Pelo menos, nunca o mostrou...

Tinha um humor único. Tantas histórias, absolutamente hilariantes, que eu guardo na minha memória.

Envelhecia de dia para dia. Apaixonou-se por caniches e eu ofereci-lhe um. Escolhemos os dois o nome "Xuxu", em memória de uma cadelinha, que outrora, tinha feito parte da minha infância. Andava com o Xuxu para todo o lado. Eram companheiros inseparáveis.

Falei com ele na véspera, à noite. Estava bem disposto. De manhã, levantou-se, arranjou-se e saiu para ir às compras.

No subterrâneo de um supermercado, ao subir a rampa de acesso, de braço dado com a companheira de toda uma vida em comum, vacilou...

Quando chegou de mansinho ao chão, já tinha partido. Partiu ao lado da mulher que amou durante 50 anos.

Fui buscá-lo à morgue. Estava de fato e gravata, digno e hirto, como sempre o conheci. Acompanhei-o sozinha no carro funerário até à igreja.

Foi a última viagem que fiz com ele de carro. Mas, desta vez, ele não ia a conduzir. Nem íamos no minimog, lamber gelados de baunilha.

Nunca mais me senti forte, valente e corajosa.

 

publicado por Gabriela às 16:02
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Sexta-feira, 2 de Março de 2007

PEDIDO

publicado por Gabriela às 10:30
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