Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

BENDITA LEI DO TABACO !!!

Desde Janeiro, que sou feliz.

Usufruo, no local de trabalho, da casa da porteira, destinada ao dístico azul.

No último piso do edifício, uma sala e cozinha com janelas enormes envidraçadas e semi-abertas, aparelho de saída de fumos, com uma vista soberba, apanhando a serra da Luz, Monsanto e Amoreiras (do lado esqº).

Só frequento cafés, bares e restaurantes para fumadores, onde me sinto livre e feliz.

Há coisas fantásticas, não há?

 

P.S.

O pior é que a puta da saúde está a piorar!!!

publicado por Gabriela às 16:15
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Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

ADORO...ADORO...ADORO

publicado por Gabriela às 15:01
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RECADO DE AMOR MALDITO

Não me telefones.

Não quero.

Ouviste!

Não Quero!!!

Pedi-te tantas vezes, para não o fazeres.

Mas insistes. Sabes que me fazes mal, mas insistes, porra!!!.

Apenas pelo gozo que te dá, ouvir a minha voz trémula,

sentir o meu sangue, qual cascata desenfreada, pelos fios pretos do telefone

de encontro ao teu ouvido ávido desse som,

ávido de sons que não consigo evitar,

correntes, aguilhões  de ferro que me prendem a ti

e sentes-me o pulso, na correnteza das minhas palavras balbuciadas

sim…estou bem

e ouves

sim…estou mal

insistes em marcar com ferro em brasa as tuas iniciais, no meu tímpano, no meu corpo, na minha alma

iniciais de um nome que não ouso sequer pronunciar

qual som maldito

que me arrasta, turbilhão de memórias,

noites de amor louco, suado, brusco, violento

paixão acesa, vulcão em erupção, lavas incandescentes

que me escorriam pelo corpo,

tuas e minhas

fluidos de amor lambidos, sugados, bebidos, tragados, devorados

boca ávida, de ti, de mim,

paixão ávida, de ti, de mim,

 

Não me telefones, porra!!!

 

Deixa-me de vez

Amarfanhar-te a um canto, ignorado, esquecido, desprezado, odiado, amado.

 

Vem. Meu amor.

Vem para mim e por mim.

 

Mas não me telefones mais.

Porra!!!

publicado por Gabriela às 15:00
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

É TÃO DIFÍCIL ENCONTRAR PESSOAS ASSIM BONITAS....

publicado por Gabriela às 20:26
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Mail recebido...

Escuridão mundial: No dia 29 de Fevereiro de 2008 das 19:55 às 20:00 horas (horas de Portugal)
propõe-se apagar todas as luzes e se possível todos os aparelhos eléctricos, para o nosso planeta poder "respirar".

Se a resposta for massiva, a poupança energética pode ser brutal.
Só 5  minutos, para ver o que acontece.
Sim, estaremos 5 minutos às escuras, podemos acender uma vela e simplesmente
ficar a olhar para ela, estaremos  a respirar nós e o planeta.
Lembrem-se  que a  união faz a força e a Internet pode ter muito poder e podemos
mesmo fazer algo em grande.
Passa a notícia, se tiveres amigos a viver noutros países envia-lhes e pede-lhes
que façam a tradução e adaptem as horas.
 
Obrigada!
publicado por Gabriela às 12:54
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

...

SÃO PEDRO CHORA!

E EU...TAMBÉM

publicado por Gabriela às 15:38
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

UM TEMPO QUE NÃO PÁRA...

Fui, hoje, àquele café, quando pingos da noite já escorriam por entre becos e ruelas, onde outrora, costumávamos ir amiúde.

Entrei a medo, de um modo furtivo, a minha boina enterrada, o cachecol quase a cobrir-me a cara (dei por mim a desejar uma burka), não fosses tu estar sentado na mesa do canto que, em tempos, fora nossa, de jornal em punho, enquanto outra, que não eu, à tua frente, de caneta na mão e sodoku em pedaço de jornal rasgado.

Não estavas. Senti alívio! (não senti nada) tal era o receio de que pensasses que lá ia só para te ver (e ia)!

Sentei-me à mesa, na do canto, a nossa. Pedi dois cafés, um copo de água e meio whisky com duas pedras de gelo. Vê, como ainda me lembro! Não puxei do pedaço rasgado do jornal. Apetecia-me contemplar-te. Há tanto tempo que não te via! Achei-te um pouco mais magro e com mais alguns cabelos brancos. Mas, em tudo, estavas na mesma.

É o dia do teu aniversário. Os anos passam e o teu encanto aumenta.

Agarrei, firmemente, as palavras que saíam de ti e que me diziam em surdina o quanto ainda me amavas.

Afinal, só dois anos se passaram. Dois anos, três meses e 9 dias. Enquanto, lentamente, mexia com a colher o açúcar na tua chávena, entretive-me a fazer contas. Havia 831 dias que não ouvia a tua voz rouca e grave, doce e serena, não sentia o teu olhar quente e sedutor, não tinha as tuas mãos a desenharem o meu corpo abandonado e só.

Enquanto bebericava pequenos goles do teu whisky, em horas, (também fiz a conta) dava 19.944, passadas, sem o calor do teu corpo, sem a carícia do teu sorriso.

A saudade de ti fez-me apertar o copo nas mãos, para não deixar correr, em cascata, as lágrimas que me toldavam os sentidos.

Fiz-te beber o café de um só trago, enquanto quase me engasgava numa ânsia de te ter, sem sentir a dor que me trespassava o peito.

Estendi a mão por sobre a mesa e a tua foi de encontro à minha. Estava quente. O contacto teve o efeito de um choque eléctrico. Estremeci de prazer e, com ele, veio o desejo. Cerrei as pernas, uma de encontro à outra, mas não consegui evitar um quase orgasmo, espasmo de prazer entrelaçado em espasmo de dor.

Acendi um cigarro, inspirei profundamente numa vã tentativa de acalmar a explosão de emoções que, em turbilhão, me estonteavam, me nauseavam, e um vómito que se desenhava nas entranhas, ao olhar pela janela e ver-te, acompanhado, de braço dado com alguém que, certamente, também traria o pedaço rasgado de jornal. E um caminhar lento de encontro ao café, talvez à mesa do canto, à nossa, mas já não nossa, mas vossa, e eu, encolhida, a rodar o corpo, qual serpente ou réptil ou camaleão também, a cobrir-me melhor com o casaco, o cachecol, as duas mãos a enterrarem mais a boina (dei por mim a desejar uma burka). Tu, à porta, cavalheiro, a senhora primeiro, os dois, levemente assarapantados, a mesa ocupada, eu, nela, nós, já não nela, a escolherem uma outra, num canto, também, mas do lado oposto.

Eu, aliviada, de costas, é certo, mas a conseguir ouvir a tua voz, o teu riso. Presa a ti e em ti. A ignorar tudo o resto.

Mas eu… mas eu, totalmente ignorada.

Sem o querer.

Olha para mim. Reconhece-me. Levanta-te, vem até mim. Abraça-me. Mata as saudades que sei que tens de mim (sei?), atira-as ao chão depois de as amarfanhares, pisa-as, cospe e dá um pontapé, daqueles certeiros, num ponto vital que mata. E diz, meu amor. Diz, uma vez mais, só mais uma vez, que me amas! Mesmo que não seja verdade.

Faz com que a minha contagem possa recomeçar do zero.

Porque, em minutos, são 1.196.640.

E o tempo, como sabes, não pára.

publicado por Gabriela às 15:48
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

...

Intuía há alguns dias...e tive a certeza, durante todo o dia de hoje, que já não ias querer fazer parte da minha vida.

Neste momento, em que pela segunda vez releio o teu mail e sinto as sombras da noite a amortalharem-me, sinto mais uma perda na minha vida.

São algumas... perdas e rupturas que me fazem sofrer e com as quais não sei, nem nunca soube lidar.

Talvez porque, também não quero.

Saber lidar com perdas é aceitá-las. 

E eu não sei, não quero, nem nunca vou aceitar perdas.

Porque me prendo às pessoas, porque elas passam a fazer parte da minha vida, do meu quotidiano e, como tal, deixo de saber viver sem elas.
Não vou saber viver sem ti. Sem ouvir a tua voz ao telefone, o teu riso, a tua doçura transparente na voz, nas pausas, no riso...luto também não sei fazer...

uma vez mais, vou andar à deriva, à tua procura, a estranhar o teu silêncio, as tuas ausências...

mas essa é uma parte de mim que, não chegaste a conhecer.

É numa cadeira da cozinha com vista para o Tejo que tento amansar uma fera violenta dentro de mim...

a dor da ausência...

que, desta vez, será a tua.
Em Maçã, no cabo Espichel, comprei-te um pequeno búzio.

Para encostares ao ouvido e ouvires o mar...

era uma forma estranha de continuares ligada a mim, pensava eu, depois de já não me teres.

Não tive sequer oportunidade de manter esse pequeno e tão frágil elo.
Vou respeitar na íntegra o teor do teu mail: "terminando os contactos de imediato" e sabendo respeitar a tua tomada de decisão.

E vou fazê-lo, com um nó na garganta e a reprimir lágrimas.

Porque sim, porque sou assim...
Não começo este mail como tu, mas acabo como tu:

Adeus.
No entanto, se algum dia me quiseres de volta, sabes onde estou.

Sentada na cadeira da cozinha a olhar o Tejo e a esperar por ti...

publicado por Gabriela às 22:17
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